Pinto Brasil volta a criticar Direcção

Preocupado com a total falta de transparência na gestão do clube, Manuel Pinto Brasil questiona a direcção do Vitória Sport Clube (VSC) sobre «como são orçamentados os serviços externos e a quem são entregues as adjudicações? De quem é ou era o passe do jogador Bebé? Quem é que, afinal, manda no Vitória?». Estas três questões resumem-se a uma só pergunta, acrescenta Manuel Pinto Brasil: «quem é que anda a tirar dividendos com os actos que deviam honrar o clube e porque é que a sua direcção parece estar delegada em alguém que não é o presidente do Vitória? De facto, os vitorianos pensam que o resultado das eleições foi válido mas, afinal, foi validado!».

Concretamente, Pinto Brasil pergunta-se «porque é que uma cerimónia como a que se destina a comemorar o 88º aniversário do clube não é realizada no cenário privilegiado que é o próprio estádio? Sendo a cerimónia realizada fora, a escolha resultou de uma selecção ponderada de fornecedores, depois de pedidos os diferentes orçamentos, ou a adjudicação foi entregue de “mão beijada” a um dos membros da Direcção?».

Relativamente ao passe do jogador Tiago Manuel Dias Correia, Bebé, Pinto Brasil diz que também gostaria de ver esclarecido o seguinte: «afinal por quanto é que o jogador foi vendido ao Manchester United? Tratou-se de uma transacção que envolveu, ou devia ter envolvido, muito dinheiro, e, portanto, ter criado uma receita de que o VSC bem precisa, dado o gigantesco passivo. Porém, nada se sabe. Há até rumores de que o VSC nem sequer tinha a totalidade do passe no momento em que foi feito o negócio, situação que nem se acredita que pudesse acontecer…». De facto, lamenta ainda Pinto Brasil, «era muito importante clarificar tudo isto».

Enganado, traído e prejudicado

A este propósito, o ex-candidato Pinto Brasil lembrou que o que defendeu na sua campanha foi que a gestão do clube honrasse todo e qualquer um que ganhasse as eleições, pois uma gestão profissional e em prol do clube seria sempre aquilo que nortearia se tivesse sido esse o entendimento dos sócios em relação a si. Daí que perante todos eles, a lista com que concorreu nas últimas eleições sinta legitimidade para exigir à actual Direcção toda a clareza, transparência e honradez.

Finalmente, para poder pedir contas a quem de direito, Pinto Brasil gostaria de ver esclarecido o seguinte: «afinal quem é que manda no Vitória? É a Direcção que foi sufragada há meio ano ou é alguém exterior à Direcção e ao clube? Isto é muito grave, pois pode significar uma vacatura na Direcção! Será que é o senhor presidente da Câmara António Magalhães que diz ter validado os elementos da lista ganhadora? Os demais membros da Direcção não se sentiram nem sentem ofendidos com esta metodologia bizarra? Afinal quantos mais actos de gestão foram “validados” assim na praça pública?».

Por todos estes factos impõem-se muitos esclarecimentos, até «para que o nome do presidente da Câmara não seja envolvido em mais uma espécie de usurpação de funções, até porque foi ele quem me disse que se manteria equidistante face aos concorrentes e à lista ganhadora e, logicamente, face à gestão do clube. Mas nada disto me admiraria já que me considero ter sido enganado, traído e prejudicado por esta pessoa, pois tive a hombridade de lhe apresentar o meu projecto para o clube como cidadão empenhado no desenvolvimento do concelho há muitos anos, como todos sabem. Afinal, palavras como democracia e honra têm pouca validade», concluiu Pinto Brasil.

  Categories: