[QCT] Mensagem de Francisco Guise e Pedro Ribeiro!

Para começarmos a rubrica “Queremos conquistar a Taça!”, temos um belo texto escrito por Francisco Guise e um vídeo de Pedro Ribeiro.

Não perca mais tempo e leia na íntegra o texto que nos foi escrito pelo Francisco Guise.

EU ACREDITO

 Um dia tive um sonho.

Sonhei que vivia num País pequeno e pobre, dominado por três famílias, que artificialmente não mantinham relações, mas nos bastidores tudo faziam para sozinhos, dominarem o País.

O povo andava triste e a face de cada um, mostrava resignação pela situação. O pouco que tinham, era-lhes tirado por esses três poderosos. Não tinham expectativa por dias melhores. Viviam anestesiados e para piorar a sua situação, muitos colocavam-se ao lado dos poderosos, deixando para trás princípios e gostos. O Reino não prosperava, mas os três poderosos enriqueciam e trocavam o poder entre eles.

De quando em vez, havia um agitador que tentava a todo o custo, contrariar a situação. Foram vários e sem sucesso. Um houve, que utilizando a mesma estratégia e falta de princípios dos três poderosos, conseguiu a custo, chegar ao poder. O povo pensou que estaria perante a viragem. Mas puro engano. Em pouco tempo, este aventureiro, que foi idolatrado de forma efémera, sucumbiu até quase ser extinto. Hoje, o povo já o esqueceu e vive sozinho, afastado e em grande dificuldade.

Eis, quando surge, aparecido do nada, um povo que apesar de esquecido pelos poderosos, nunca se vendeu e sempre lutou pelo que era seu. Isolados num pequeno castelo, longe do poder e dos centros de decisão, resolveu empreender uma revolução sem utilizar as armas do adversário. Era um povo alegre, apesar de ter poucas oportunidades para sorrir. Orgulhoso do que era seu. Destemido e muito determinado. Se melhor pensou, melhor o executou.

Pegou nos jovens que viviam no castelo, expulsou os poucos que poderiam ser entrave nesta luta, por serem velhos e pouco dados à mudança. Procurou por alguém que estivesse disposto a comandá-los. Alguém que tivesse a mesma determinação e querer dessa gente. Foram felizes na escolha, pois para além de ser alguém conhecedor das tácticas de guerra, era também ele, humilde, determinado e perseverante. E ainda acumulava a feliz coincidência de ter no nome, algo que o ligava a esse povo.

Contra tudo e contra todos, este povo conseguiu em muito pouco tempo, ser visto como uma ameaça para quem detinha o poder. Ameaça difícil de aniquilar, pois cada vez tinha mais seguidores e admiradores. Aquilo que parecia uma ideia ingénua, tornou-se numa esperança para o povo do Reino.

Após algumas batalhas com sucesso, consegue o confronto final. Um confronto que poderia muito bem, alterar o rumo de vida desse povo oprimido e depressivo. Com o aproximar do confronto, os poderosos utilizaram todos os estratagemas para baixarem os índices de confiança e concentração do adversário. Este, perante tais situações, irritava ainda mais o poder, pois ao contrário de responder ou perder o controle, continuava tranquilamente a preparar o dia que poderia ditar a mudança. Confiantes do seu valor e apoiados pelos seus conterrâneos, que tudo faziam para lhes dar ânimo.

E eis que chega o dia da decisão…

E eis que acordo do meu sonho.

Fiquei fulo por não conseguir saber o final desta luta.

Resolvo sair para a rua. E eis que me deparo com um bonito dia de sol. As pessoas falam, riem, cumprimentam-se, conhecidos e desconhecidos. Algo estava diferente do habitual. Fico um bocado confundido e continuo o meu passeio. Paro no quiosque para comprar o jornal. Olho para a primeira página e deparo com a noticia mais fantástica que alguma vez tinha lido.

Estava lá o meu sonho e o seu final.

O País que visionei, era o meu País.

O povo que lá andava, era o meu povo. Era a minha cidade.

Os conquistadores que se uniram para derrotar os três poderosos, era o meu clube. Era o Vitória Sport Clube.

Não tinha ainda o resultado final da batalha, mas tinha algo muito melhor.

Falava de orgulho, de querer, de determinação, de astúcia, de magia, de suor, de lágrimas.

E então, recordei-me que o meu Vitória tem uma “batalha” agendada contra um dos todo-poderosos.

Não sei se vai ganhar, mas acredito. Acredito, porque existe este ano no clube, algo que há muito não se via. Existe  amor à camisola e ao seu símbolo. Existe orgulho em vestir a camisola do Rei. O mesmo Rei, que sempre em inferioridade, expulsou os infiéis e conquistou um Reino.

Acredito que vamos ganhar, porque vocês fizeram com que nós acreditássemos.

Nós, neste Reino, somos exigentes, mas a vocês, conquistadores, já não conseguimos exigir mais nada. Vocês deram tudo. Vocês foram o orgulho de uma imensa massa adepta que hoje se curva perante vós.

Nós somos adeptos do Vitória e não das vitórias. E vocês deram-nos tudo aquilo que um adepto pode desejar. Acreditar.

Uma final existe para se ganhar. Nós não exigimos ganhar. O único pedido que vos fazemos é que façam tudo aquilo que sabem e já demonstraram saber fazer. Continuar a fazer-nos acreditar.

Eu acredito. E vós?

Francisco Guise
Sócio nº 1201

Quem também expressou a sua força através de um vídeo foi  o nosso forista White Shandow (Pedro Ribeiro).

Veja o vídeo:

Continue atento…