Repto

Dizem, os elementos responsáveis pelos destinos do Vitória que a Câmara Municipal de Braga é que deu o impulso decisivo ao clube do município e que ao invés na nossa cidade a edilidade despreza o clube de todos nós.

Dizem, também, que o seu crescimento se deveu a tal apoio e a mais nenhum factor.

Ora, se no momento em que se escrevem estas linhas, o clube rival festeja -agora sim – um inédito apuramento para uma semi final europeia, cumpre lançar um repto à Câmara de Guimarães, de modo a, de vez, se exorcizarem todos os fantasmas.

Com efeito, se os membros componentes da Direcção foram supostamente validados pelo actual Presidente da Câmara, e se simultaneamente estes são, cada vez mais, criticados pelos sócios por não conseguirem vislumbrar no clube de todos nós o crescimento desejado, porque não até ao fim do mandato autárquico que coincidirá mais ou menos com o fim do mandato desportivo esquecer as desavenças e apoiar o Vitória Sport Club tal como o clube vizinho o é?

Deste modo esclarecer-se-ia se o mérito dos sucessos de outrem reside apenas nesse apoio exterior, ou também em competência, ambição e trabalho???

É que, efectivamente, a desculpa do não crescimento do Vitória dever-se à inexistência de apoios camarários soa a argumento esfarrapado, quando se vislumbra, essencialmente, falta de ambição, descuido na compra e venda de atletas, descuido nos investimentos realizados, e acima de tudo de uma crescente falta de identificação entre o clube e o seu principal património – os sócios. –

Quero crer que caso os responsáveis aceitassem o presente repto muito dos mitos da regressão do nosso Vitória como principal potência do Minho cairiam por terra e teríamos à nossa vista os principais responsáveis… e, certamente, os mesmos não teriam os gabinetes em Santa Clara, por muitos maus tratos que inflijam ao clube de todos nós!

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