Ricardo Gonçalves – Considerandos sobre o Benfica-Vitória…e outras coisas!

Ricardo-Gonçalves

O texto desta semana está a começar a ser escrito ao mesmo tempo que decorre o Benfica-Vitória.
Ouço o relato. É talvez a minha forma preferida de acompanhar o Vitória sempre que o não posso fazer presencialmente. É provável que já não seja uma maioria a fazê-lo, mas eu continuo a gostar. Os comentadores vitorianos são eles próprios uma forma de apoio ao clube. Como dizia um amigo meu em tempos, ouvir o relato do Vitória nas nossas rádios locais são noventa minutos de Vitória ao ataque. E não sendo verdade em absoluto, é algo que me faz bem enquanto adepto, ter alguém que veja os jogos com os mesmos olhos que eu. Não digo com isto que haja parcialidade total, mas que há um bocadinho há, e isso é algo de que gosto e não fica mal. Fosse a isenção dos outros como a nossa.

Lembro-me de muitos e bons relatos, em circunstâncias nas quais ou não foi possível ir ao estádio ou não havia transmissão televisiva. E nem sempre havia quem resolvesse, (como já vi fazer) através das novas tecnologias aquilo que há anos atrás era uma impossibilidade, e nos consiga fazer ver, jogos de sítios e televisões tão distantes como a Rússia e outros países pouco prováveis.

A este respeito, da rádio, não deixo aqui de relembrar o célebre jogo Atlético de Madrid-Vitória, cujo relato, eu e algumas centenas de adeptos que ficaram em Guimarães ouvimos até ao final no Toural, e a forma como festejamos cada lance. Particularmente a defesa de um penalti pelo Jesus, que de certa forma foi o momento que definiu a eliminatória e a passagem à fase seguinte. Uma festa, momentos mágicos, que embora não vividos ao vivo no estádio, a rádio teve a magia de nos oferecer.

Voltando à realidade, o Vitória não ganhou. Mas discutiu o jogo, apresentou-se como um adversário à altura, sem baixar nem os olhos nem os braços. E é isto que continua a avultar na carreira desta nossa equipa. São estes os momentos que devemos acarinhar e promover. As alturas em que os nossos entram e desafiam sem medo outros, que por razões financeiras tem mais possibilidade de escolha do que nós. Sem isso, temos de contar com as nossas armas e usá-las.

A verdade, e isto tenho o dito e pensado muitas vezes, é que dispomos neste momento de uma liderança forte no Clube, quer a nível directivo quer na parte técnica e desportiva que transmite para os jogadores o capital de confiança necessária a alguma transcendência em campo que é o factor compensatório de alguma diferença, que existe é um facto, entre o que nós podemos e os outros podem gastar para se reforçar.

Não me recordo, e pesando orçamento, qualidade do plantel, atitude competitiva e também resultados, e não nos podemos esquecer também da posição que ocupamos, com um investimento consideravelmente menor do que alguns rivais. Dizia, não me recordo de um técnico ter uma tão ampla margem de consenso por parte dos adeptos. Haverá sempre correcções e melhorias a serem implementadas, mal estaríamos se assim não fosse, há sempre que evoluir. Mas nas actuais circunstancias e consideradas as condicionantes, temos nós enquanto adeptos também de continuar, como sempre o fizemos e estou certo faremos a estar incondicionalmente com a equipa para podermos ganhar um extra de motivação que faça também desta época uma época futebolística que nos traga boas noticias no final.

Assim esperamos todos, na certeza de que o caminho e o calendário não nos vão facilitar a vida. Mas com garra e arreganho, que não tenho dúvida nenhuma os nosso sempre tem, seremos certamente uma vez mais felizes.

Por ultimo, e porque se não pode esquecer. Uma palavra amiga e de conforto para a família do nosso antigo Presidente Antero Henriques da Silva Júnior na hora difícil do seu falecimento, com o reconhecimento do muito que honrou o Vitória e a Cidade enquanto Homem e dirigente.

Abraços e Viva o Vitória!!!

Ricardo Gonçalves

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