Rui, O Vitória É Grande…VITÓRIA 1-1 clube adversário [FOTOS]

Rui Vitória, o Vitória é grande…

Poderíamos começar por criticar a arbitragem, mais uma vez tendenciosa e que com faltas e faltinhas foi empurrando os branquinhos cada vez mais para o seu último reduto… poderíamos dizer que a falta que potenciou o golo do empate, como tantas outras, não existiu e que não fora esse lance, certamente, estaríamos a festejar uma vitória sobre o clube adversário que hoje jogou em Guimarães.

Mas, como a arbitragem é um tema estafado e está mais do que provado que reuniões estéreis na sede da Liga, são mesmo isso, estéreis, centrar-nos-emos no jogo e na postura demasiado receosa de Rui Vitória.

Apesar de armar a equipa no sistema habitual, fazendo entrar Nuno Assis em vez do uruguaio Barrientos e perdendo Urreta no aquecimento, a verdade é que se exigia mais do Vitória… mais ambição, mais acometimento ofensivo, mais sentido de presença que jogava em casa e no AFONSO HENRIQUES MANDAMOS NÓS…e um qualquer infiel tem de se submeter à nossa força!

E isso, não aconteceu… mesmo com  o jogo a zero, o Vitória foi uma equipa de transições rápidas e nunca de posse… deu o domínio de jogo ao clube adversário e procurou apostar na rapidez de Faouzi e na codícia técnica de Toscano e Nuno Assis.

Poder-se-ia dizer que a estratégia até teve êxito…pois o golo – sublime – de Edgar apareceu numa dessas situações… mas, a verdade é que se a tendência de jogo era essa, na segunda metade ainda mais se acentuou.

Com a equipa recuada em demasia, os esporádicos pontapés longos que chegavam ao seu destino eram a única esperança para incomodar o ser abjecto e acéfalo que defende as balizas do clube adversário… e mesmo quando essas transições longas e rápidas tinham sucesso, a verdade é que se notava falta de poder de fogo… falta de homens para dar um golpe de misericórdia derradeiro na equipa que jogava contra o nosso Vitória.

E, nem mesmo quando o oponente tinha colocado todos os avançados em campo, o Vitória – equipa, por fruto do treinador com mesmo nome – não teve a argúcia de reforçar essa zona, recuperando aí as bolas, ao invés de esperar pelas investidas contrárias em zonas avançadas do terreno, recuava cada vez mais deixando um oceano entre as linhas defensivas e médias e os extremos e avançados.

Com tanto medo, e com o dedo cruel de Proença, o adversário haveria de empatar, fruto de um livre INEXISTENTE… mais uma vez o Vitória era espoliado pelos homens do apito e eram-lhe surripiados dois pontos.

O jogo haveria de terminar, com a certeza de que com um pouquinho mais de ambição ofensiva, o adversário seria derrotado… ficará, certamente, para outras ocasiões pois a grandeza não se compra no supermercado e tudo que aparece rápido, ainda mais rápido desaparece… cá estaremos para ver de camarote!

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