Salvou-se Pedro Mendes…Vitória-Rio Ave 0-1 [FOTOS]

E ao quarto jogo, o jogo de apresentação, frente ao Rio Ave, chegou a primeira derrota vitoriana.

Com efeito, num ambiente de inflamado vitorianismo, graças à confirmação oficial da concretização da transferência de Pedro Mendes – vai actuar com o número 4 – os prognósticos de mais uma vitória, e de preferência por números esclarecedores eram mais do que muitos.

Porém, nada haveria de ser mais falso.

Actuando, no esquema preferencial deste inicio de temporada, o 4-2-3-1, só os pivots defensivos eram caras novas. Assim, apenas, El Adoua e Olímpio davam-se a conhecer sendo que os restantes eram um remake da transacta temporada, com João Alves a desempenhar as funções de lateral direito, com N´Diaye – sobranceiro e desconcentrado – a fazer dupla de centrais com João Paulo e Anderson a encarregar-se de ocupar o lado esquerdo da defesa.

Na frente de Olímpio e do marroquino, uma linha de três com Toscano, inicialmente na direita, – haveria de passar para o flanco oposto -, Rui Miguel a 10 e Faouzi na esquerda, todos com a missão de apoiar o brasileiro Edgar.

E se o esquema era similar ao apresentado nos anteriores jogos, cedo se verificou que os efeitos práticos seriam, diametralmente, diferentes. Na verdade, este Rio Ave tem de há muito os processos de jogo assimilados – bastante interessante o livro lançado sobre a metodologia de treino e periodização táctica de Carlos Brito – e mantém uma estrutura que lhe vai permitindo ombrear com as melhores equipas nacionais e sendo, incomparavelmente, mais equipa que o Brasov, o Penafiel e, inclusivamente, o Beira Mar.

E, hoje, isso confirmou-se… o Vitória na primeira metade, à excepção de um lance em que Faouzi passou Paulo Santos mas não conseguiu colocar a bola em Edgar, não criou perigo. Se os extremos não desequilibravam, graças ao acerto defensivo de Zé Gomes na direita e na esquerda do vimaranense André Dias, Rui Miguel, graças ao acompanhamento movido da teia de Brito era, também, ineficaz.

A acrescer a estes factos, a incapacidade, apesar de ambos terem demonstrado bons pés, dos trincos acelerarem o jogo na primeira fase de transição tornava os ataques vitorianos candidatos a ruírem pela base…e tal sucederia sempre, numa primeira metade lenta e exasperante de parte a parte.

Na segunda metade, houve lugar aos novos. Com efeito, Manuel Machado trocou a equipa toda, apenas mantendo N’ Diaye. Na baliza apareceu Douglas, a defesa foi composta por Bamba na direita, os centrais foram o citado N’ Diaye e Defendi e na esquerda actuou, totalmente desenraizado, Crivellaro. No meio campo, a volantes apareceram Renan e Dinis. Para a construção ofensiva, na direita surgiu Maranhão, no centro Barrientos e na esquerda Paulo Sérgio, todos disponíveis a municiar o improvisado ponta de lança, Tiago Targino.

E, nesta segunda metade, pese embora a existência de alguns bons pormenores de Barrientos, da velocidade de Maranhão, ou da disponibilidade de Bamba – num lugar que não é o seu – e Targino, o Vitória foi, incomensuravelmente, inferior ao Rio Ave.

Na verdade, os vilacondenses antes de apontarem o golo da vitória por intermédio de Gilmar poderiam tê-lo feito em duas situações anteriores em que Douglas teve de se aplicar a fundo para suster os remates do adversário.

Enquanto isso, o Vitória apostava na inconsequência, demonstrando gritante incapacidade em penetrar o último reduto adversário e prevendo-se que males maiores poderiam chegar. Chegaria com o citado golo, muito por culpa de um erro posicional de Crivellaro, que hoje confirmou as razões para estar no rol de dispensáveis.

Daí até ao fim do desafio, destaque, apenas, para o grande momento de alegria da noite: a entrada em campo de Pedro Mendes e, mesmo sem ritmo, a certeza que a equipa vitoriana tornou-se mais esclarecida e clarividente… promete afirmar-se como o grande dono da zona medular da equipa.

Porém, nada mais se alteraria, mesmo com Barrientos a falhar escandalosa oportunidade de golo, talvez a melhor do desafio. O jogo terminaria com a certeza que o Vitória tem de continuar a progredir para acalentar o sonho dos grupos na Liga Europa…É que os dinamarqueses poderão causar mais problemas que os vilacondenses e é necessário dominar todos os momentos do jogo de modo mais assertivo! A ver vamos…

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