Sereno chegou a Guimarães no fatídico ano da descida.
Depois de um tirocínio nesse ano inicial, regressaria para integrar o plantel que lutaria pelo retorno ao lugar que sempre foi de direito do Vitória. E desde aí, demonstrou a sua qualidade e polivalência fazendo quase todas as posições na defesa.
No ano seguinte, já na primeira Liga, o jovem vitoriano, beneficiando da lesão do brasileiro Danilo, haveria de ganhar o lugar no centro da zaga ao lado de Geromel.
E, aí os vitorianos recordarão uma das melhores duplas de centrais da história do Vitória e que carimbou o terceiro lugar e apuramento para a pré eliminatória para a Liga dos Campeões.
Depois, Geromel partiria…
E Sereno, fruto de uma lesão grave, foi incapaz de se afirmar como um sucessor de relevo para o brasileiro.
Concomitantemente, as peripécias da sua não renovação, fizeram com que os vitorianos passassem a olhar para o alentejano com um olhar de alguma reprovação e tristeza por rejeitar quem nele apostou…
Haveria de partir a meio da época para o Valladolid de Espanha, para evitar que fosse directamente para onde se augurava e onde acabaria por chegar: o Porto.
Fruto de tais situações, e não obstante o seu valor, para os vitorianos Sereno não deixou saudades…ainda, que a margem de votos que confirme tal realidade, seja das mais reduzidas com que nos confrontamos…fruto, quiçá, do duelo entre as suas capacidades futebolísticas e o dinheiro.
VEREDICTO: não deixa saudades