Somos Grandes Em Alma… [FOTOS]

Ponto Prévio: além das dificuldades já conhecidas, nada correu bem ao Vitória no jogo de hoje frente ao Estoril e que se cifrou num empate arrancado a ferros a dois.

Na verdade, que pior poderia acontecer a uma equipa que houvera naufragado no Porto, que sofrer um golo logo aos cinco minutos e graças a um erro de marcação do, hoje desastrado, Alex, que permitiu que Licá nas suas costas batesse Douglas?
Se o Vitória psicologicamente poderia estar descrente, tal facto serviria, apenas, para tornar mais difícil uma situação que já se antevia complicada.
E na primeira metade, tal asserção confirmou-se. A equipa parecia caminhar sob brasas, não conseguindo empurrar os canarinhos para o seu último reduto, sendo que para tal realidade muito tem contribuído a tradicional desinspiração com que os criativos da equipa, Toscano e Barrientos, têm votado a equipa.
Assim sendo, não foi de estranhar que na primeira metade os lances de maior perigo vitorianos resultassem de passes longos para a desmarcação do, hoje, desinspirado Soudani ou da pueril irreverência do jovem Ricardo, sempre pronto a atormentar o lateral rival, ainda que por vezes de modo inconsequente…. porém, tais iniciativas sairiam todas goradas por atrapalhação ou inépcia vitoriana.
Na segunda metade, as esperanças da remontada sofreram um sério revés, com o, ainda mais, madrugador golo de Bruno Miguel, a aproveitar mais um clamoroso erro de marcação dos vitorianos que ficaram autenticamente a dormir na forma, na sequência de um livre lateral.
No Afonso Henriques temeu-se o pior… Rui Vitória pressentiu o perigo real em que o jogo se estava a tornar e arriscou, introduzindo Leonel Olímpio, Milan Lalkovic e João Ribeiro que seria a chave do jogo pelo modo em que teve papel activo nos dois golos da equipa de todos nós.
Porém desta tríade de alterações, destaque para a saída do capitão Alex que obrigou N’Diaye a passar para lateral direito, algo nunca visto em Guimarães, mas que em certa medida resultou, pois o louco africano não mais permitira veleidades pelo lado destro e, ainda, haveria de apontar o primeiro golo vitoriano na sequência de um canto apontado pelo irreverente João Ribeiro, que apesar de parecer estar permanentemente de mal com o mundo é dono de um talento insofismável e incomensurável e que estando com a cabeça no lugar pode ser um dos grandes jogadores deste Vitória, versão 12/13.
Com tal golo, empertigou-se o Vitória… ganhou em crença o que faltava em técnica…ganhou em coração o que faltava em discernimento… e das bancadas veio aquela centelha que distingue os clubes grandes dos outros… e nisso não haja dúvidas, quando os adeptos vitorianos estão inspirados pedem meças a qualquer claque do mundo! E hoje, naqueles últimos dez, quinze minutos foram imensos…intensos… vibrantes com a certeza que a comunhão da equipa com adeptos haveria de surtir efeitos!
E tal sucedeu… no último lance da partida, fruto da perspicácia de João Ribeiro – outra vez ele – que enganou o guardião estorilista – um expert em queimar tempo – e que de livre empatou a contenda, demonstrando que o Vitória naqueles últimos minutos não jogou com onze…jogou com muitos mais que estavam de pé nas bancadas e que só assim pôde quebrar a matreirice adversária, sempre disposta a utilizar expedientes insidiosos para quebrar o ritmo ao jogo.
Terminava o jogo, logo de seguida… ficava, porém, a certeza que se a este Vitória escasseiam soluções técnicas, sobra-lhe alma, crença e dedicação… e com adeptos destes, haveremos sempre de estar em vantagem numérica!!!

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