Supertaça…Imperativo Não Cometer Erros!

Domingo, cumpre-se um dos principais objectivos da época, para o Vitória…

Com efeito, a Supertaça Cândido Oliveira, único troféu ganho pelos branquinhos na já longínqua época de 88/89, e frente ao Porto, reveste-se de uma importância capital para apagar a má imagem deixada no Jamor, na final da Taça de Portugal.

Para isso, e relembrando o malfadado desafio de 22 de Maio, não serão necessárias grandes alocuções tácticas… imperativo, mesmo será não cometer os escabrosos erros cometidos nesse dia de Estio!

Independentemente disso, e atendendo ao jogo de ontem frente ao Midtjylland, será de prever que Manuel Machado aposte no 4-4-2 losango que ontem principiou o jogo… Porém, atendendo à necessidade de preservar fisicamente alguns dos seus atletas. Assim será de prever que homens como Pedro Mendes e Jean Barrientos percam a titularidade para João Alves e Toscano que, ontem, dinamitou o desafio, na segunda parte.

Além disso, para fazer frente ao 4-3-3 rabiscado por Vítor Pereira, e atendendo às  palavras do Papa que era o antigo adjunto de Villas-Boas o verdadeiro ideólogo do jogo portista, não será de estranhar que os princípios de jogo se mantenham intactos. Deste modo, o brasileiro Souza, que substitui o lesionado ( ou birrento?) Fernando deverá ser um dos elementos a manter sob intensa pressão. Com efeito, não deixando os azuis e brancos construírem com critério a primeira fase de transição do jogo, e impedindo que a mesma chegue com critério a Moutinho ou Micael esconjura-se metade do perigo.

Além disso, as possibilidades de recuperar a bola aumentarão drasticamente, possibilitando o lançamento de contra ataques, onde a rapidez de Faouzi poderá fazer miséria…isto se a sua, por vezes, pouca clarividência impossibilitar tal ocorrência.

Mas, não se pense que só o êxito desta missão será suficiente… o perigoso colombiano Falcao não jogará, em princípio, mas a verdade é um qualquer lance individual gizado pela troika avançada portista poderá ameaçar a consecução do objectivo. Para evitar isso, necessária será a existência de muita concentração e um fortíssimo sentido de entreajuda, evitando ao máximo as situações de 1*1 entre o extremo adversário e o lateral vitoriano.

Ademais, atendendo à facilidade com que os avançados extremos portistas fazem as diagonais, causando turbulência no sector defensivo central e arrastando os laterais adversários, possibilitando as entradas no espaço lateral dos seus defesas ( Sapunaru e Fucile em princípio), importará que os interiores (apostamos em Renan e João Alves) desempenhem um intenso trabalho de compensações, dando possibilidade a Alex e Anderson fechar ao centro e evitando situações de 2*2, em que a maior qualidade técnica dos avançados, por regra, se superioriza à dos defesas.

Além disso, a marcação zona na área intermediária poderá revelar-se decisiva… dar pouco espaço para pensar a Moutinho e Micael poderá ser uma das chaves para emperrar o jogo portista, já que evitando os passes diagonais destes, possibilitar-se-à que os seus ataques sejam cerceados à nascença e se limite a capacidade demolidora dos extremos, principalmente, de Hulk.

Depois destas missões defensivas serem executadas na perfeição, importará fazer uso da eficácia…  conhecendo o técnico Manuel Machado, certo e sabido é que o Vitória adoptará uma postura conservadora; postura em que a posse de bola ponderada e criteriosa será uma das bandeiras, quando o contragolpe se revele impossível. Assim sendo, e sabendo-se que se o adversário não tem a bola torna-se, obviamente, inofensivo, será de especial relevância a capacidade dos médios em rodarem o esférico, em pacientemente procurarem linhas de passe, para no momento ideal procurarem explorar a técnica superior de Toscano, a velocidade de Faouzi ou o jogo aéreo de Edgar.

Porém, o brasileiro que veio do Paraná, e este ano actua com o número 8 poderá ser a chave do jogo dos branquinhos… aparecendo de trás e caindo no espaço de acção de Souza poderá beneficiar de alguma insegurança do brasileiro, que não é de perto nem de longe Fernando ou Freddy Guarin. E dos espaços que consiga alcançar para visar a baliza de Helton, ou para desmarcar os seus companheiros mais adiantados poderá estar o Santo Graal vitoriano para deslindar uma defesa que na época transacta , na maior parte dos jogos se revelou intransponível…

Mas, é tudo, obviamente, demasiado teórico e na prática tudo pode ser diferente…porém, usando um quadro táctico diremos que o choque se desenhará assim:

Destacam-se portanto a importância das compensações, como já referimos. Ao lado de El Adoua deverá aparecer sempre um dos interiores para ganhar a luta do meio campo, sendo que esses homens (Renan e João Alves) deverão ter a capacidade para rapidamente lançar o contra ataque – uma das pechas até ao presente momento.

Além disso, a necessidade dos desequilíbrios, já citado, por Toscano na zona de acção de Souza poderão ser relevantes… o facto de se libertar do seu marcador e possibilitar uma situação de superioridade numérica no miolo defensivo adversário poderá ser de uma importância vital. Mas para que tal suceda, importa haver estabilidade defensiva no último reduto…

A ver vamos…