Tanto Orgulho Num Empate…[FOTOS]

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Se um jogo de futebol tem noventa minutos, porque razão só o primeiro e o último despoletaram sentimentos máximos que se podem almejar numa partida do desporto rei e os restantes oitenta e nove foram um intermezzo de sentido único em que só uma equipa se preocupou em jogar bom futebol, em criar perigo e tentar vencer?

Na verdade, se no primeiro minuto os jovens vitorianos foram surpreendidos pela experiência verde-rubra originando o golo dos madeirenses por Danilo Dias, o último minuto resultou numa tremenda explosão de alegria simbolizada na imparável cabeçada de Amidó Baldé e que minimizou um tremendo sentimento de injustiça que se fazia sentir no estádio do Rei.

Com efeito, foram oitenta e nove minutos de avassalador domínio dos jovens Conquistadores que tentaram de todos os modos e feitios chegar ao golo, fosse através de rápidas triangulações, de remates de meia distância – destaque para uma bomba de Olímpio que cheirou a golo -, de iniciativas individuais – destaque para o sublime talento de Ricardo que ganhou faltas, realizou inúmeros cruzamentos e rematou -; em suma uma imensa demonstração de inconformismo tão apanágio da juventude e que é a pedra de toque da jovem equipa branquinha.

E o voo gracioso do guineense Baldé no último suspiro do jogo simbolizou essa imagem de honra, de brio… a demonstração de qualidade de uma equipa que encheu de orgulho os poucos – onde andam os vitorianos? – adeptos presentes, mas que souberam reconhecer o enorme esforço efectuado com um caloroso aplauso, demonstrando que, também eles, estão preparados para a batalha da próxima quarta feira. Haja este espírito e sonhar será possível…

<FOTOS AVS>

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