Tinha De Ser Melhor… Vitória 1-2 Porto

E lá vai mais um troféu perdido para as vitrines do Vitória…

O sexto em sete decisões, escapando a Supertaça de 88/89, verdadeira excepção de uma regra que teima em eternizar-se, passando, dolorosamente, de geração em geração.

Na verdade, desde o início se viu que ao técnico Manuel Machado o velho adágio de que as finais não se jogam, mas ganham-se, não se aplica. Com efeito, ao escalonar a equipa num 4-2-3-1, com duplo pivot composto por El Adoua e Leonel Olímpio e um triunvirato de entrelinhas com Faouzi na direita, Barrientos ao centro e Toscano em cunha (!) entre os centrais adversários, o Vitória assumia uma postura declarada de aposta no contragolpe e no erro adversário para em rapidez surpreender o último reduto rival.

Porém, tudo resultaria em.. nada! Efectivamente, logo aos três minutos assistia-se a um doloroso remake daquela tarde de 22 de Maio que teima em c0ntinuar a assombrar as noites dos bons vitorianos. Rolando, aproveitando uma falha defensiva, fazia o fez naquela quente tarde e colocava o Porto em vantagem. Imerecidamente e injustificadamente, mas a castigar um terrível erro defensivo consubstanciado num esquecimento de marcação.

O Vitória, todavia, manteve o seu plano de jogo… com as linhas encolhidas e com Toscano a demonstrar que, por vezes, um homem pode ser uma ilha. Quanto aos que se encontravam encarregados de lhe fazer chegar uma bola, um rotundo zero… Barrientos este sempre eclipsado e Faouzi e Targino permaneciam na onda non sense, quase Monty Python que os vem caracterizando. Aliás, é inacreditável que o marroquino, apesar de alguns golos importantes, permaneça a ser aposta primordial para Manuel Machado tal a ingenuidade e pouca assertividade que sempre demonstra!

E com uma postura tão pouco ambiciosa, com as linhas tão recuadas, surpresa seria mesmo o empate… Porém, ele chegaria para gáudio dos três mil indefectíveis que nunca deixaram de apoiar a equipa… Marcelo Toscano, de cabeça, empatava a contenda e o Vitória podia, finalmente, tentar por em prática o plano de jogo que houvera trazido dos balneários!

Debalde… já que, novamente, o espírito da Final da Taça de Portugal voltou a sobrevoar Aveiro…e do nada, Rolando, ainda, antes do intervalo haveria de aproveitar um falhanço terrível de João Paulo e N’Diaye para fuzilar Nilson… o Vitória voltava a ser incapaz de segurar o resultado e ao adversário bastava, apenas, aproveitar os momentos de hara-kiri branco!

E deste modo, chegava-se ao intervalo com o Vitória em desvantagem.

Na segunda metade, não obstante as tentativas realizadas pelo técnico vitoriano, os branquinhos limitaram-se a fazer cócegas… fora, um lance em que Rolando se desentendeu com Hélton e Maranhão, que substituiu Barrientos,  quase aproveitava, o Vitória pouco fez para empatar o jogo! Tinha de fazer mais e melhor… mas, verdade seja dita, do banco não vinha poder de fogo, pois o único ponta de lança de raiz que a equipa, por estes dias possui, independentemente das críticas ( merecidas ou não, isso vai do critério de cada um) viu o jogo da bancada!

João Alves e Pedro Mendes, ingressados no desafio, ainda conseguiriam equilibrar a luta do meio campo, mas a verdade é que faltou sempre algo mais…o golpe de asa arrebatador e conducente às vitórias…a coragem própria dos vencedores…e, até verdade seja dita, a estrelinha dos mesmos!

Porém, não obstante a mágoa da derrota, a certeza que o Vitória, querendo quem giza as estratégias, pode discutir um jogo com qualquer equipa, pois tem mão de obra – bastante qualificada – para isso…é preciso é que haja coragem e mentalidade vencedora, algo que, infelizmente, vai rareando pela velha Vimaranes!

[FOTOS AVS BREVEMENTE]