Troféu Pauleta -Travo De Desilusão… Santa Clara 3-0 Vitória [Algumas Considerações]

foto @sítio oficial www.vitoriasc.pt

O Vitória foi derrotado, esta noite, por três bolas a zero no Torneio Pauleta, perante o Santa Clara!

Independentemente dos jogadores utilizados já que actuaram, maioritariamente, as segundas escolhas, da maior motivação do adversário, do pensamento já se encontrar na Dinamarca, e até do receio de novas lesões como a que sucedeu a João Paulo, num resultado tão dilatado não existirão justificações concludentes perante tamanha derrocada. E, acima de tudo, o Santa Clara é uma equipa de escalão inferior, nem assume a luta pela subida como objectivo e o desconhecido sérvio de nome Dincic, autor de hat-trick neste desafio jamais poderá almejar fazer uma manchete num qualquer jornal, a não ser o do seu bairro, se lá existir algum órgão de informação.

Dos Açores para a Dinamarca, com um travo amargo na boca e acima de tudo com dúvidas relativamente ao real valor da equipa… e desde que Pedro Mendes chegou o Vitória em quatro jogos empatou um, apontando um golo e sofrendo seis…Coincidências, mas dolorosas!

E a verdade é que se estranha como uma equipa que já trabalha junta há mais de um mês, ainda, denota tantas lacunas…como os processos ofensivos, ainda, não se encontram devidamente assimilados, tendo a equipa apontado um mero golo nos últimos quatro jogos, e se estranha como no aspecto defensivo, apesar da defesa ser a mesma do pretérito ano, ainda se cometem tantos erros…

Além disso, será natural e fará parte de alguma cadeira do curso de treinadores, seja de que nível for, que com um jogo tão importante à porta, como o de Herning, que, ainda, se altere totalmente a equipa de uma parte para a outra? E que, ainda não esteja formada uma equipa base e capaz de fazer os vitorianos dormirem descansados perante o jogo da próxima quinta-feira? É assim que trabalha uma equipa de topo, ou antes procura a assimilação de rotina e de um modelo de jogo que permita que desde o primeiro jogo competitivo os automatismos fluam e os atletas já se conheçam quase de olhos fechados?

Efectivamente, esta ida aos Açores foi trágico-cómica…trágica pelos factores supra mencionadas e cómica pelo profissionalismo que a mesma demonstrou! Qual a equipa de dimensão europeia que arriscaria meter-se no meio do Oceano Atlântico, fazer dois jogos em vinte e quatro horas e voar quase para o Pólo Norte e aí decidir o seu futuro europeu? Das três hipóteses, uma deverá ser a resposta: ou o Vitória deve grandes favores aos açoreanos, ou o cachet foi principesco e ajuda a atingir o objectivo quatro milhões ou então a planificação do trabalho da equipa é mero lirismo…é que o normal seria os jogadores partirem amanhã para a Dinamarca e não chegarem amanhã a Guimarães de uma desgastante viagem quase ao continente americano e em trânsito irem imediatamente para Herning!

Independentemente de tudo, o Vitória arriscou em demasia…quiçá, um risco que poderá comprometer um dos objectivos da época, também pela destruição definitiva do capital de confiança construído até ao dia do jogo com o Beira Mar…é que a partir daí a pré época vitoriana tem sido feita de marcha a ré!