Uma Verdadeira Lição…[FOTOS/VÍDEO]

Este Vitória do Rui, que também é Vitória de nome, é um caso sério!

Apesar de toda a instabilidade, de todas as notícias que vão abalando o universo clubístico, apesar da instablidade directiva, o técnico, pela calada, conseguiu formar uma equipa inexpugnável, dotada de uma indómita vontade de vencer e com um espírito competitivo acima da média.

Hoje, alardeando tais princípios conseguiu fazer o que ninguém conseguia há trinta e sete jogos… vencer o Lisboa e B, que a jogar com, apenas, onze é uma equipa banal…como, aliás, já se houvera visto no desafio da primeira volta, em que só o homem do apito conseguiria abater o Vitória e também o Rui.

A verdade é que o Vitória apresentando a equipa que bateu o Beira Mar, à excepção de Urreta – estranhamente engripado… uma tristeza se o Vitória cedeu aos propósitos dos titulares do passe do atleta – que foi substituído por Paulo Sérgio e a já prevista saída de El Adoua que foi rendido por João Alves, foi uma equipa superior ao adversário em todos os momentos do jogo.

Sabendo ocupar os espaços defensivos, onde João Paulo e Defendi foram verdadeiros imperadores, sendo agressivos na procura e recuperação de bola, onde Olímpio e João Alves, actuaram como há muito não se via sacando um número infindável de ataques à equipa contrária e sendo rápidos e incisivos no contra golpe onde Barrientos demonstrou uma qualidade própria de um fora de série, o Vitória demonstrou ser uma verdadeira equipa, plena de solidariedade e vontade de vencer.

E seguindo essa receita, as recuperações sucederam-se…as transições rápidas e desequilibrantes foram uma constante… e o adversário esteve sempre em permanente sobressalto!

Até que aos trinta e sete minutos, na sequência de um pontapé livre lateral, o abono de família, por estes dias, Toscano, haveria de marcar o golo que valeria uma saborosa vitória para gáudio dos muitos adeptos do clube do Rei, que por estes dias reencontram os seus lugares no estádio e parecem redescobrir a alegria de gritar Vitória!

Na segunda metade, pese embora, os esforços contrários nada se alterou… os branquinhos souberam manietar os trunfos contrários, conseguindo impedir os intentos da equipa oponente… e Toscano, em transição, ou Bruno Teles, de livre a obrigar Artur a grande intervenção, poderiam ter morto definitivamente a contenda!

Porém, tal não sucederia e os branquinhos teriam de sofrer até ao último segundo… mas, tal, apenas tornaria o triunfo, ainda, mais saboroso e uma verdadeira rampa de lançamento para o jogo em que apenas um resultado é admissível: o próximo perante a quase sempre sucursal nortenha do adversário de hoje, apesar de, ultimamente, andar amancebado com o eterno rival destes!

Mas, porém, finalize-se como se principiou…hoje o Vitória foi grande e o Rui, que como já se disse há-de ser sempre Vitória, tem sido um dos grandes obreiros nesta equipa que a cada dia que passa, vai-se redescobrindo…

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