V.Setúbal – Vitória (Antevisão)

A Taça de Portugal está de regresso, com a 4ª Eliminatória a ser disputada este Domingo pelo Vitória, que se desloca ao Sado para defrontar o Vitória de Setúbal.
No Estádio do Bonfim, espera-se que sejam os Branquinhos no final da Partida, a fazer a festa da passagem aos Oitavos de Final da Competição.
Depois de na 3ª Eliminatória, os Conquistadores terem deixado para trás o Vilaverdense, segue-se então este desafio complicado, pois o Vitória de Setúbal é sempre um adversário muito difícil de bater no seu reduto.
A história dos confrontos entre o Vitória e os Sadinos no Bonfim, também não é favorável aos Branquinhos, pois nos últimos 4 Jogos para a Prova Rainha do futebol português, apenas por uma vez o Vitória conseguiu ganhar aos homónimos do Sado, decorria então a época de 2008/09 e os Conquistadores venceram por 0-1 com um golo do capitão Flávio Meireles.
Na memória de todos os Vitorianos, está aquele “fatídico” jogo da época 2005/06, onde numa 5ª feira chuvosa, mais concretamente a 23 de Março de 2006, o Vitória perdeu ingloriamente nas grandes penalidades a passagem à final no Jamor.
Espera-se agora que a sorte seja diferente, e que os Branquinhos consigam ganhar e cheguem novamente esta época ao Estádio Nacional, conseguindo a proeza de vencer finalmente a 2ª prova mais importante do futebol nacional.
A arbitragem essa, estará a cargo de João Capela, que já esta época apitou o Vitória na Jornada inaugural da Liga frente ao Sporting.

Questão Técnico -Tática

Em Setúbal, é claramente necessário um Vitória bem diferente dos 2 últimos Jogos, onde se viu uma Equipa desgarrada, sem fio de jogo, sem intensidade, e sem motivação em jogar um futebol agradável, e capaz de cativar os Vitorianos. Pela falta de todos estes detalhes, o Vitória perdeu justamente os 2 últimos Jogos, onde mostrou muito pouco para ganhar essas partidas.

Urge então, ter outra atitude, outra querer dentro das 4 linhas, pois se não os tiver, o Vitória voltara seguramente a perder no Bonfim.

Este Domingo, são esperadas pela parte de Rui Vitória, algumas alterações no 11 (falta saber se vai jogar com ponta de lança fixo na área, ou continuar a apostar em Toscano como “falso” ponta de lança), pois após o péssimo jogo frente ao Nacional, serão precisas algumas retificações na Equipa Vitoriana.

Assim no quarteto defensivo, e com Alex a voltar a cometer erros grosseiros (o 1º e 3º golos do Nacional, começam pelo seu corredor, onde não se viu “agressividade” por parte do lateral Vitoriano), Rui Vitória poderia apostar em Kanú (é veloz, é “agressivo”, defende bem, e sempre que pode faz incursões ao ataque), lateral direito que se tem evidenciado na Equipa B Vitoriana. Ainda assim, o Técnico Vitoriano, deverá manter de novo Alex, ou então chamar novamente ao lado direito da defesa João Gonçalves, que pode voltar 5 partidas depois à titularidade.

No eixo da defesa, N´Diaye e Defendi, estiveram muito mal na 2ª parte frente aos Insulares, acumulando erros no posicionamento, na marcação e na concentração. É necessário que a dupla de centrais Vitoriana, volte à consistência que já apresentou em alguns jogos da presente temporada (como por exemplo os jogos com o Sporting e com o Moreirense) situação que a não acontecer, tem que fazer com que Paulo Oliveira e Vítor Bastos, transitem de imediato para a Equipa Principal.

No lado esquerdo da defesa, Addy foi o menos mau, ainda assim em termos defensivos, tem que fechar de forma mais eficiente a zona central, e a nível ofensivo, tem que tentar dar mais profundidade no seu corredor (não pode chegar ao meio campo, e cruzar logo para a área adversária).

Na zona intermediária, a entrada de Siaka Bamba, não veio trazer melhorias, e neste contexto é provável o regresso de André, que poderá melhorar a qualidade do jogo a meio-campo, mas para isso, tem que ser mais “intenso”, procurar ter mais bola, e fazer o transporte da mesma para terrenos mais ofensivos.

A outra solução passa pela chamada de Leonel Olímpio (até estava a fazer exibições positivas) ao miolo de terreno, fazendo um duplo pivô de combate com El Adoua a meio-campo.

No meio campo ofensivo, Rui Vitória poderia apostar num trio muito móvel, e a deambular pela posição 10 e as alas.

Assim sendo, João Ribeiro, Marco Matias (é forte no 1×1 e é veloz) e Marcelo Toscano, seriam os eleitos, e fariam ao longo da partida várias trocas, tentando desorientar as marcações por parte dos Sadinos.

Com a entrada de Marco Matias, sairia do 11 Ricardo, que não passa por um bom momento de forma (está a demorar muito tempo a soltar a bola), mas que para esta Partida, pode ser um “trunfo” a lançar no desenrolar do desafio, pois na 2ª parte ou mesmo num possível prolongamento, a sua velocidade pode ser muito importante para a Equipa.

Na frente de ataque, e sem Soudani, é preciso uma referência na aréa, e Amido Baldé deve ser titular (já merece uma oportunidade, e deve ser para o Jogador “desmotivante” ver que apesar de Soudani estar lesionado, não é a solução para o lugar do seu companheiro), pois permite ao Vitória ter um Jogador que é possante, forte no jogo aéreo, e que se adequa ao estilo de jogo que o Vitória tem apostado (se a intenção é o futebol direto, então Baldé é a solução que melhor se enquadra para a Equipa).

Se Rui Vitória, voltar a apostar em Marcelo Toscano como “falso” ponta de lança, então a aposta para a posição 10 poderia ser Barrientos (assumindo e pautando o jogo ofensivo), que voltaria então a ser titular, e teria uma oportunidade de “ouro” para mostrar que é uma solução a ter em conta no plantel.

Primordial, é o Vitória jogar nos limites, e deixar tudo dentro de campo. Este Jogo é a eliminar, o que faz com que seja precisa muita concentração e haja uma grande coesão em toda a Equipa.

É muito importante fazer uma boa circulação de bola, “chamando” o adversário, e fazendo com que se abram brechas no seu setor defensivo, onde aí o Vitória terá que ser letal.

Há ainda um detalhe muito importante, se o Vitória fizer o golo primeiro que o adversário, deve pressionar o portador da bola do adversário (tentando a recuperar, e sair rápido para a transição ofensiva), e não baixar demasiadamente as linhas, pois assim o adversário vai “encostar” o Vitória à sua baliza, e vai sempre ter o controlo do Jogo, e a esperança em conseguir marcar golo na baliza à guarda do Douglas.

Força Vitória e Vitória Sempre!

Adversário

A Equipa de José Mota, está num bom momento exibicional e com a confiança em alta, pois o triunfo frente ao Sporting e o empate nos Barreiros frente ao Marítimo foram 2 excelentes resultados.

Frente ao Vitória, Mota voltará a apostar num sistema assente num 1x4x3x3 (com um bloco médio-baixo), dando em vários momentos a iniciativa de Jogo ao Vitória, e tentando quando tiver bola, sair rápido para o contra-ataque, situação onde os Sadinos são fortes (procuram logo nas faixas o Cristiano e o Pedro Santos e as movimentações do Meyong).

Como se viu há pouco tempo no Estádio do Rei, esta Equipa de José Mota, é muito aguerrida e “agressiva” na luta pela bola, e não desiste até ao apito final do árbitro.

É necessária muita atenção então, aos alas Cristiano e Pedro Santos, que são rápidos e dotados tecnicamente, e ao instinto matador de Meyong, que joga muito bem de costas para a baliza, e surge bem no espaço vazio.

Na zona intermediária, joga um trio muito “operário” com Ney, Paulo Tavares e Bruno Amaro, que é sempre perigoso nas bolas paradas.

O Vitória pode e deve explorar as laterais do Vitória Sadino, pois Pedro Queiróz e Nélson Pedroso, dão espaços nas costas, e não tem muita velocidade.

No eixo da defesa, Ricardo Silva e Miguel Lourenço ou mesmo Jorge Luiz, tem todos pouca velocidade, e que quando se sujeitam a fazer as dobras aos laterais, deixam muito espaço na área, e o Vitória tem que aproveitar esta situação de Jogo.

Nas bolas paradas ofensivas, o Vitória tem que colocar a bola na zona do 1º poste, pois é ai que os Sadinos sentem dificuldades (no Jogo em Guimarães visualizou-se bem isso, com o Defendi a atacar bem a zona e a estar perto do golo por 2 vezes).

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