Valeu Pelo Sony…

Paupérrima exibição do Vitória, hoje, em Vila do Conde frente ao Rio Ave, não obstante a vitória por uma bola a zero.

Com efeito, não fora a excelsa assistência do haitiano Sony – não confundir com a consagrada marca de aparelhos tecnológicos – e estaríamos a relatar mais uma horrenda exibição da equipa do Vitória, consubstanciada na perda de pontos.

Apresentando como novidades as entradas de João Paulo – um regresso que se saúda -, de Pedro Mendes e Paulo Sérgio – talvez, um dos piores atletas que alguma vez envergou a camisola branca -, o Vitória nunca foi capaz de alinhavar uma jogada digna desse nome, durante todo o desafio.

Jogando com uma exasperante lentidão de processos, em que os principais municiadores de jogo nunca conseguiram criar desequilíbrios e com um meio campo pouco esclarecido, até o mais paciente dos vitorianos deve ter se sentido irritado com tamanha incapacidade em demonstrar um pingo de classe.

E se na primeira metade, assim foi, na segunda, ainda, seria pior…

O Vitória, fazendo alarde de um estranho síndroma de equipa pequena – convém lembrar a Rui Vitória que este clube não é pequeno, nem nunca o foi – recuou no terreno e limitava-se a bombear bolas para um desamparado Edgar que parecia o Robinsoe Crusoé tal o isolamento a que foi votado durante este período do jogo.

E até, nas substituições, Rui Vitória parecia assumir que o empate seria satisfatório e por essa razão fazia entrar em liça Urreta mas por troca directa pelo anedótico Paulo Sérgio, substituía Mendes pelo regressado El Adoua mantendo o esquema e, por fim, quando Olímpio se lesionou não arriscou um milímetro introduzindo um motor diesel de nome João Alves.

Deste modo, todas as odds apontavam para o empate… Até que o homem que intitula esta crónica apareceu… assistindo Edgar  com uma perícia que Nuno Assis nunca foi capaz de fazer, isolando-o, para o, até então apático, brasileiro facturar perante Wanderson.

A partir desse momento, mais se encolheu o Vitória… apostando na sobriedade e segurança da dupla João Paulo/Defendi (porque carga de água esteve mais de meia época encostado, quando se não é o melhor central do Vitória é o parceiro ideal para João Paulo?), mas não se coibindo de sofrer alguns sustos, como naquele momento em que Nilson defendeu com os olhos um balázio de João Tomás para a barra.

Porém, sofrendo, o jogo haveria de terminar com a vitória do Vitória de Rui Vitória…. jogando mal, mas garantindo mais três pontos e esconjurando os demónios das duas últimas saídas, onde houvera sofrido nove golos e não tinha marcado algum… E venha o Paços de Ferreira, para matar um borrego que dura há dezassete anos!