Vitória-Benfica (Antevisão)

Questão Técnico – Tática

Esta 2ª feira, há jogo grande no Estádio do Rei, com o Vitória a receber o Lisboa e B.

Espera-se um grande desafio de futebol, e um Estádio lotado, o que engrandecerá ainda mais o espetáculo.
Com o Vitória a atravessar um bom momento a nível de resultados, existe a convicção, que sejam os Branquinhos a 1ª Equipa a derrotar os encarnados na presente Liga.

Para esta partida, e comparativamente ao jogo frente ao Beira-Mar, Rui Vitória, vê-se obrigado a fazer uma alteração no 11, pois não pode contar com El Adoua, que será uma baixa de peso na Equipa Vitoriana, pois o Marroquino dá muita consistência e músculo à zona intermediária, e também fará falta nas bolas paradas, pois é um jogador alto, e seria importante neste detalhe.

Assim no setor defensivo, Rui Vitória continuará a apostar no quinteto, que nas duas últimas partidas, manteve as redes invioláveis.

Nas laterais, é fulcral, que tanto Alex como Bruno Teles, não permitam muitos espaços a Nolito e Gaítan, que são muito dotados tecnicamente, e ambos perigosos nas diagonais curtas que fazem para zonas interiores.
Na zona nevrálgica do terreno, Leonel Olímpio, tem que fazer uma marcação “cerrada” a Aimar, não deixando que o argentino tenha bola, e possa ter tempo para pensar o jogo encarnado. Se isso acontecer, os encarnados sentirão muitas dificuldades para “armar” jogo, e perdem muito da dinâmica que tem a nível ofensivo.

Ainda no miolo do terreno, falta saber quem substituirá Adoua, ainda que a escolha de Rui Vitória, deva ser João Alves (tem que ser mais “agressivo” na disputa de bola) que assim sendo fará um duplo-pivô, com Olímpio.

A outra opção, ainda que mais ofensiva, passa por colocar na posição 8, Barrientos (no Racing de Montevideo, o jovem uruguaio jogava nesta posição, e pela sua “agressividade”, poderia ser capaz de parar Witsel, jogador que equilibra o meio-campo do Lisboa), abrindo assim uma vaga no meio-campo ofensivo, que seria ocupada pelo “mágico” Nuno Assis, que falhou a última partida por lesão, e que com a sua experiência, virtuosismo e recorte técnico, trará qualidade ao último terço ofensivo dos Branquinhos.

Na frente de ataque, continuarão nas faixas, Urreta (a sua velocidade e capacidade no 1×1, tem que causar muitos problemas e Emerson), e Toscano (fez um bom jogo em Aveiro, e não terá que ter receio de partir para cima de Maxi, sendo também importante, que acompanhe as subidas do lateral uruguaio).

Na aréa, Edgar, continuará a batalhar no meio dos centrais encarnados, e onde tentará, fazer golos que permitam dar um triunfo aos Conquistadores!

O Vitória tem que entrar confiante, e motivado pelos últimos resultados. É necessário nestas partidas, defender muito bem, ter bola, e dessa forma “troca-la” com qualidade, e sair bem nas transições ofensivas, explorando as debilidades do adversário nas laterais.

Nas bancadas, é necessário um “verdadeiro Inferno Branco”, de forma a “empurrarmos”, a Equipa para o Triunfo, que lhe permitira cimentar a 6º posição, que no final da época, pode dar uma vaga europeia.

Quanto ao homem do apito, espera-se acima de tudo, que haja isenção, e não os “Xistremas e habilidades” do costume, e que prejudicam sempre o Vitória!

Força Vitória e Vitória Sempre!

Adversário

Sistema Tático
O Técnico Jorge Jesus, deve apostar inicialmente, num sistema tático assente num 1x4x1x1x3x1 (com Matic em frente à defesa, Witsel a iniciar a transição ofensiva, e uma linha de 3 com Nolito e Gaítan nas alas, e Aimar no apoio a Cardozo que jogará na frente de ataque), ao contrário de um 1x4x1x3x2 (com Cardozo e Rodrigo na frente), que vem sendo utilizado nas últimas partidas.
No Estádio do Rei, o Treinador encarnado, abordará então a partida com mais cautelas, e apostando num sistema mais conservador, respeitando a qualidade da Equipa do Vitória!

Pontos Fortes
* A nível ofensivo, a formação encarnada, é muito forte, pois tem uma grande dinâmica, e conta com jogadores de grande qualidade, e que podem resolver uma partida de um momento para o outro, casos de Aimar (se conseguir pegar na batuta de jogo, é muito difícil de parar, e nos passes de ruptura é muito forte) Nolito (tem um jeito desengonçado, mas cria desequilibíos no lado esquerdo ataque, e é também perigoso nas diagonais para zonas interiores, pois remata colocado com o pé direito), Bruno César, Gaítan (muito dotado tecnicamente, e capaz de desequilibrar nas diagonais curtas), Saviola, Cardozo (o paraguaio com o seu forte pé esquerdo, é muito perigoso, e espera pelo timing certo, para surgir nas costas dos defesas contrários) e Rodrigo (explosivo no arranque, e muito forte no 1×1).
* Nas bolas paradas, há muito trabalho de casa feito pela equipa encarnada, e o facto de contar com exímios executantes (Aimar e Gaítan), e jogadores altos e fortes no jogo aéreo (Luizão, Garay, Matic ou Javi, e Cardozo), é sempre um factor que pode resolver uma partida.

Pontos Fracos
* Colocar a bola nas costas dos centrais Luizão e Garay, que são centrais lentos e “duros de rins”.
* O Vitória tem que explorar ao máximo as fragilidades defensivas de Emerson no lado esquerdo da defesa encarnada, pois o brasileiro é lento, e dá muitos espaços nas costas, e de Maxi Pereira, que também tem fragilidades a nível defensivo.
* O Sérvio Matic, não tem a mesma capacidade de recuperação de bola, e cultura tática, que o companheiro Javi Garcia (compensa bem, as subidas de Maxi Pereira), neste contexto, o Vitória têm que explorar esta debilidade na zona central do terreno encarnado.

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