Arranque a “meio” gás (Fotos)

O Vitória iniciou a época desportiva 2010-2011 com um empate sem golos frente ao Olhanense. Um jogo sem grandes apontamentos de interesse, o Vitória não mostrou capacidade de jogar futebol com fluidez e eficácia. A divisão de pontos justifica-se, e tem até um sabor bastante bom.

Como é normal nos minutos iniciais dos jogos de futebol, as equipas tentaram conhecer os seus adversários, com um futebol bastante fraco e mastigado. A equipa da casa foi a que mais procurou a baliza adversária nos trinta primeiros minutos de jogo, quando por diversas ocasiões se aproximou bastante das redes defendidas por Nilson. Prova disso foram os ataques mais perigosos neste período, primeiro aos oito minutos de jogo, quando Nuno Piloto remata forme do meio da rua, mas ligeiramente descentrado do alvo, com Nilson já completamente batido. Vinte minutos depois, o mesmo Nilson protagoniza uma excelente defesa, após cabeceamento de Carlos Fernandes. A única ocasião de maior perigo do Vitória pertenceu a João Ribeiro, quando aos vinte e cinco minutos remata forte ao lado da baliza Algarvia.

Nos últimos quinze minutos, o jogo equilibrou-se bastante, com o Vitória a conseguir subir mais no terreno, e a criar mais situações de perigo, embora sempre sem conseguir concretizar. Ora porque não apareceu ninguém a finalizar após cruzamento de Edgar, três minutos depois da meia hora, ou porque o mesmo Edgar não consegue finalizar nas melhores condições após saída falhada de Moretto ou porque a bola sai ao lado após livre de Bruno Teles a quatro minutos do intervalo.

Depois do descanso, viu-se mais do mesmo nos minutos iniciais, um futebol sem nexo, sem capacidade de organização de ataque, e disso aproveitou-se a equipa de Daúto Faquirá, e o ex Vitoriano Jorge Gonçalves por duas ocasiões. A dois minutos da hora de jogo, é desmarcado por Alexandre, dribla dois defesas adversários e remate para mais uma excelente defesa de Nilson. Nem dez minutos depois, é a vez de Nuno Piloto sem marcação, e após cruzamento de Jorge Gonçalves cabecear ao lado. A primeira ocasião de real perigo vitoriano foi a dois minutos dos noventa, quando Edgar falha infantilmente o golo, quando a bola lhe é endereçada pela esquerda de ataque. Na última jogada da partida, Moretto sai mais uma vez em falso e Bruno Telles, à imagem de Edgar minutos antes falha o golo.

Um empate que mostrou as fragilidades já evidenciadas ao longo da pré-época, em especial no centro da defesa e no meio campo atacante, espaço que o Vitória estava claramente com uma clareira no meio da floresta, vendo-se assim obrigado a praticar mais jogo aéreo, e sem soluções de arranque nos contra ataques tanto apreciados por Manuel Machado.

Espera-se assim ansiosamente pelos reforços à muito anunciados, e espera-se também um futebol menos mastigado na próxima jornada, de hoje a oito dias no D. Afonso Henriques frente ao Rio Ave.

Não perca brevemente a reportagem fotográfica do jogo.

César Fernandes

photo @ MaisFutebol
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