Vitória – Olhanense (Antevisão)

simbolos antevisão (2)

O Vitória inicia a Liga versão 2013/ 2014, com a recepção este Sábado pelas 20h.15m ao Olhanense.

Será o jogo inaugural de um Campeonato, que se espera que seja de muitos êxitos para um Vitória renovado, mas onde o espírito de conquista continuará a reinar no seio de trabalho.

O Vitória nas últimas 6 épocas, nos jogos inaugurais, não conseguiu lograr o triunfo (o último triunfo na ronda inicial, foi na época 2003/04 com um triunfo 1-0 diante da União de Leiria), espera-se que este Sábado os Branquinhos consigam conquistar os 3 pontos, entrando assim com o pé direito na competição, situação que elevará os índices de confiança da Equipa orientada por Rui Vitória.

O  jogo deste Sábado será arbitrado por Olegário Benquerença, e no Estádio do Rei, é esperada uma boa moldura humana no apoio incessante à Equipa do Vitória.

Vitória

Para o jogo frente aos Algarvios, Rui Vitória relativamente ao jogo da Supertaça, deve efetuar 3 alterações no 11 inicial.

Assim no quarteto defensivo, mais concretamente no eixo da defesa, Josué deve dar o lugar a Moreno, que assim sendo recuará para a posição central da defesa, uma opção que pode trazer mais experiência ao setor mais recuado.

Nas laterais, Pedro Correia (tem fechado mal as zonas interiores, o que tem custado vários golos à Equipa) e Addy (tem cometido também vários deslizes a nível defensivo, dando muitos espaços nas costas) devem manter a titularidade, mas é importante que melhorem as suas prestações, pois os jovens João Amorim e Luís Rocha estão à espreita de um lugar nas laterais.

Na zona intermediária, é expectável o regresso de Leonel Olímpio, um regresso que trará maior determinação e agressividade ao meio campo Vitoriano, situação que não se constatou no último jogo, onde o meio – campo Vitoriano esteve muito macio e pouco dado ao choque .

Ainda no setor intermédio, André (está mais intenso do ponto de vista físico, e continua a evidenciar argumentos no transporte e organização do jogo ofensivo da Equipa), e Barrientos ( o uruguaio continua a sentir muitas dificuldade nas funções de playmaker, pois não assume acções de condução e organização de jogo,  para além de definir mal a tomada de decisões. Outra agravante, é o facto de “desaparecer” em vários momentos do jogo, o que não ajuda nada a Equipa, neste contexto é fulcral que o jogador uruguaio, melhore bastante as suas performances, se é que quer notabilizar-se no Vitória e no futebol europeu, pois talento há, mas é necessário apresentar outra disponibilidade e vontade em querer mudar o seu rendimento muito inconstante ao longo das duas épocas, que já envergou a camisola do Rei), devem completar o trio no miolo do terreno.

Já Crivellaro ( o brasileiro é uma opção bastante válida no plantel, mas falta-lhe mais consistência e intensidade de jogo, detalhes que a complementar com a boa visão de jogo e qualidade de passe, o fariam seguramente num médio de eleição), deve começar o jogo no banco, entrando no desenrolar da partida, podendo muito bem, à imagem de muitos jogos passados, ser o “abre – latas” do desafio.

Na zona atacante, Marco Matias (fez uma excelente pré época, mostrando grande poder de aceleração e acutilância a explorar as transições ofensivas, não havendo dúvidas, que será um jogador importante no atual Vitória) continua imprescindível no lado direito do ataque, e no lado esquerdo, é crível que o jovem Ricardo Gomes ( é um extremo de talento, ainda que com a sua tenra idade acuse alguma “ingenuidade”, mas pode claramente trazer mais amplitude e profundidade ao lado canhoto do ataque) seja titular.

A referência na área, será o nígerino Maazou ( já mostrou que pode ser um jogador muito importante, pois é um avançado que combina mobilidade com e sem bola, com velocidade e grande capacidade física, predicados importantes num avançado, de quem se esperam muitos golos).

O Vitória tem que entrar personalizado na partida, e assumir as rédeas do mesmo (deverá fazer um pressing médio – alto, logo que perca a posse de bola).

É primordial que faça uma boa circulação de bola, e explore as fragilidades do adversário (os laterais Luís Filipe e Jander denotam dificuldades quando se deparam com alas rápidos e fortes no 1×1 , e os centrais Mladen e Vítor Bastos, mostram lacunas com as bolas que lhes são colocadas nas suas costas, nesta particularidade serão importantes as diagonais de Marco Matias e de Ricardo Gomes).

O Vitória tem melhor conjunto que o Olhanense, falta agora dentro das 4 linhas mostrar essa superioridade, sendo que para isso é importante respeitar o adversário.

11 Inicial

Força Vitória!

 

Olhanense

O conjunto orientado pelo “excêntrico” Abel Xavier, parte para a nova época com o objetivo de se manter novamente no escalão maior do futebol português ( com o atual elenco será uma dura tarefa).

Relativamente à última época, o plantel foi alvo de uma grande revolução, contando até ao momento com 17 caras novas (alguns jovens cedidos pelo Milan e Inter de Milão, e alguns jogadores mais tarimbados, como os conhecidos Vítor Bastos,  João Ribeiro,  e ainda o italiano Mirko Bigazzi e o sueco Agon Mehmeti (já se notabilizou no Malmô da Suécia, e fez 6 golos a época passada na Série B ao serviço do Novara).

No Estádio do Rei, Abel Xavier, deverá apostar numa variante tática assente num 1x4x4x2 (sem bola passará para um 1x4x5x1,  com as linhas baixas, de forma a tapar os buracos para a sua baliza), e onde a aposta no contra – ataque será a maior arma do conjunto algarvio.

No atual Olhanense, destaque para os veteranos Ricardo ( o guarda-redes antigo Internacional será titular) o o lateral Luís Filipe ( com 34 anos já não apresenta o fulgor de outros tempos, mas se não tiver lesões será o dono do lado direito da defesa), assim como para o brasileiro Jander (deve jogar como lateral esquerdo, e é um jogador muito voluntarioso e de grande entrega ao jogo),  e os médios Pelé ( pretende relançar a carreira, e tem potencial para isso, pois é um médio com atributos no desarme e no passe), Paulo Regula (boa visão de jogo e inteligente a ler o jogo, para além de aparecer bem em zonas de remate)  e Rui Duarte (o veterano médio organizador, continuará a pautar o jogo ofensivo da sua Equipa).

Na frente de ataque, muita atenção ao jovem brasileiro Diego Gonçalves ( joga como segundo avançado, e foi a figura da pré- época, mostrando capacidade técnica, agilidade e veia goleadora). A referência na área, deverá ser Jakob Vojtus ( boa capacidade no jogo de cabeça), jovem internacional eslovaco que passou pela formação do Inter de Milão. No banco deve começar Mehmeti, que procura ainda a melhor forma física.