Vitória-Portimonense (Antevisão)

Questão técnico-Táctica

Após o desaire no Sado, o Vitória recebe no D.Afonso Henriques o Portimonense.
Será uma partida onde a equipa vitoriana tentará regressar aos triunfos, resultado esse que lhe foge para a Liga à 3 jogos consecutivos.
Assim sendo, urge voltar a conquistar os 3 pontos e readquirir índices motivacionais de forma a encarar um ciclo de jogos em catadupa perante adversários de elevado grau de dificuldade (Sporting, Braga, Portimonense novamente mas para a Taça de Portugal e a deslocação à Madeira para defrontar o Marítimo).

Na partida frente aos Algarvios desta 2-feira, parece evidente que o técnico Manuel Machado deve proceder a alterações no onze inicial.
Na linha intermediária têm sido visível o mau momento de forma que passa Edson Sitta e no último jogo em Setúbal também o médio defensivo Clebér deveria ter ocupado melhor os espaços de onde surgiram os golos da equipa adversária (no lance do 1-golo é Clebér como pivot em frente à defesa têm que cortar a linha de passe que foi feita para Hugo Leal, no 2-golo Clebér devia ter acompanhado a subida do Anderson e assim fazer a dobra ao Alex que já estava na marcação ao Bruno Gallo).
O meio-campo Vitoriano necessita então de algumas alterações de forma a dar mais lucidez, rapidez e qualidade de passe no último terço do terreno, dessa forma, Rui Miguel e Maranhão podem ser os jogadores a trazer esses atributos à equipa.
Também diante do Portimonense, e jogando em casa seria pertinente Manuel Machado alterar o sistema tático que têm utilizado até então. O 1-4-4-2 habitual podia, a meu ver, dar lugar a uma variante táctica assente num 1-4-1-3-2 claramente mais ofensivo (com maior largura e profundidade nos corredores, principalmente na direita) e menos pragmático no meio campo onde jogadores como Edson Sitta e João Alves perante equipas que vêm jogar para o “pontinho” não são tão úteis como foram e serão em jogos perante adversários de maior nomeada, onde aí é necessário ter mais cautelas na zona do meio campo. O 11 inicial para o confronto frente à formação Algarvia poderia então ser este :

Adversário-Portimonense

O conjunto de Portimão 20 anos depois regressou ao escalão maior do futebol português e têm-se apresentado a um nível razoável até ao momento na presente Liga. Encontra-se no 13º lugar e se o conseguir segurar até ao final da prova é sinal que os objectivos traçados para a época em curso foram inteiramente conseguidos. Dos 7 pontos já conquistados até ao momento apenas 1 foi alcançado fora de portas no caso em Paços de Ferreira numa igualdade a 2 golos.
O seu jovem técnico Litos gosta de discutir o jogo pelo jogo, era positivo para o espectáculo que o fizesse, mas estou em crer que não o fará no D.Afonso Henriques.
O Portimonense deverá então na minha óptica apresentar-se com dois blocos baixos num organizado 1-4-5-1, que se pode desdobrar por vezes num 1-4-3-3, a tentar jogar no contra-golpe e no erro do Vitória.

Quanto à sua equipa conta com um bom guarda-redes o jovem Ventura jogador cedido pelo Porto. No quarteto defensivo pela direita joga Ricardo Pessoa um lateral competente nas tarefas defensivas e com boa capacidade no cruzamento quando se incorpora nas acções ofensivas.
A dupla de centrais constituída por André Pinto e Di Fábio é muito robusta fisicamente e no jogo aéreo, mas muito débil pelo “chão” e na velocidade pois são ambos muito lentos. Na esquerda da defensiva joga o destro e ex-Sporting Pedro Silva, jogador experiente e que se têm adaptado bem na canhota da defesa algarvia.
No meio campo em frente à defesa jogam dois médios defensivos, o brasileiro Soares um trinco muito raçudo e abnegado mas demasiado faltoso e o moçambicano Jumisse um médio com um “pulmão enorme”, boa cultura táctica e que se têm exibido em grande plano. Ainda no miolo do terreno e não podendo contar com o lesionado e influente Elias o substituto deverá ser ou o internacional sub-21 Pedro Moreira, um médio trabalhador, com boa capacidade de passe ou então em alternativa o venezuelano Peña, um organizador de jogo com capacidade técnica acima da média e boa meia distância.
Nas alas jogarão pela direita o Candeias que é rápido e forte no um para um e na esquerda o Ivanildo jogador também veloz e talhado para jogar nas rápidas transições ofensivas.
Como referência na área jogará o internacional sul-africano Kalvin Kadi, um avançado muito corpulento, mas que se movimenta bem e abre espaços para os seus companheiros de ataque.

No Estádio do Rei tem que mandar o Vitória, por isso o resultado só pode ser um ganhar, ganhar e ganhar!
Força Vitória e Vitória Sempre!

José Lafuente

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