Vitória – Rio Ave (Antevisão)

Questão Técnico – Tática

Este Domingo ante o Rio Ave, o Vitória esta absolutamente proibido de meter água, sob pena de cair numa situação ainda mais periclitante na tabela classificativa.

É imperioso voltar a vencer, pois a atual situação é muito alarmante para os indefectíveis Vitorianos, que tem ainda na memória a fatídica época de 2005-2006.

Para a partida ante os vila-condenses, o Vitória procurará alcançar o 1º triunfo no Estádio do Rei, situação essa que também preocupa os Vitorianos, que almejam finalmente festejar um triunfo no seu Estádio.

Após a derrota injusta em Olhão, onde os Branquinhos mereciam muito mais, o Vitória tem que dar tudo neste jogo de Domingo.

Comparativamente ao jogo frente ao Olhanense, Rui Vitória, deve promover alterações no 11, e também no sistema tático (apostando num 1x4x4x2 inédito, em detrimento do habitual 1x4x2x3x1).

No quarteto defensivo, não se devem registar alterações, apesar de no lado canhoto, Bruno Teles estar a cometer erros crassos (o lance do golo do Olhanense, começa com um erro seu). Neste contexto, a aposta em Anderson Santana, podia ser a melhor solução para o lado esquerdo da defesa.

No meio-campo, é muito provável que jogue um losango, constituído por Pedro Mendes (como pivot defensivo), e João Alves (a sua experiência e anos de casa é importante nesta fase) e Barrientos como médios interiores.
Já Nuno Assis continuará a ser o playmaker da equipa. Outra possibilidade, passa pela inclusão de Adoua (está em baixo de forma), em detrimento de Barrientos (com esta alteração a zona intermediária, fica a contar com muitos elementos de cariz defensivo, sendo que com isso, o miolo do terreno, fica a perder a nível técnico e de organização de jogo, pois o médio uruguaio, tem essas virtudes importantes para a equipa).

Na frente de ataque, Rui Vitória, deve apostar na dupla constituída por Toscano (caindo nas faixas, e jogando como fez em muitos jogos da época passada, no 4x4x2 de Machado) e Edgar (a equipa, precisa que o brasileiro volte aos golos, de forma a voltar aos triunfos). Outra possibilidade, é jogar Soudani (o Argelino, não pode desperdiçar golos cantados como nos 2 últimos jogos) em cunha com Edgar.

É muito importante, o apoio maciço e galvanizador da massa associativa, pois neste momento muito difícil, já basta as dificuldades que o adversário coloca ao Vitória.

Todos juntos, será mais fácil superar as adversidades!

Adversário

O Rio Ave vem a Guimarães, após ter alcançado o 1º triunfo da época, na última ronda ante o Leiria. A formação vila-condense, nos jogos realizados fora de portas, o melhor que conseguiu foi um empate a 0 em Aveiro.

O conjunto orientado por Carlos Brito (suas equipas, mostram sempre grande identidade e princípios de jogo bem definidos), explana-se no relvado, num 1x4x3x3, sendo uma equipa, que tenta defender bem, e partir rápido para as transições ofensivas, onde conta com jogadores rápidos e tecnicistas.

Quanto ao 11 tipo de Carlos Brito, na baliza, joga agora o brasileiro Huanderson, que substituiu o experiente Paulo Santos.

Na defesa, mais concretamente na direita, joga o veterano Zé Gomes (muito aguerrido, mas já sem a velocidade de outros tempos).

No eixo da defesa, jogam os brasileiros Edér Monteiro (forte na marcação, mas débil na velocidade), e Jefferson (excelente jogo aéreo, bom sentido posicional, mas à imagem de Éder, lento no arranque).
Na esquerda, jogará Tiago Pinto (lateral raçudo, que defende bem, mas ainda com deficiências a nível posicional).

No meio-campo, e em frente à defesa, joga o brasileiro Wires (muita entrega ao jogo, recupera muitas bolas, mas é também muito viril).

A completar a linha média, estarão Tarantini (médio que trabalha muito em prol da equipa), e Vítor Gomes (o centrocampista que se fala, puder estar a caminho do Chelsea, é o elemento, que pauta o jogo da sua equipa, sendo um jogador com boa visão de jogo, e excelente meia distância).

Na frente de ataque, muita atenção aos alas Kelvin (muita técnica, mas ainda muito ingénuo na hora de decidir o último passe) e Atsu (o ganês cedido pelo Porto, é muito veloz, e forte no 1×1).

A referência na área continua a ser o experiente João Tomás (aos 35 anos, continua a cheirar o golo, sendo um jogador muito perigoso no jogo aéreo, onde é letal).

No banco, atenção a jogadores como Pateiro (canhoto experiente, e inteligente no último passe), e a Yazalde (dianteiro possante, mas tecnicista, e perigoso nas diagonais da direita para o centro).

A equipa do Rio Ave, nas bolas paradas defensivas, é débil no 1º poste, nesse contexto, o Vitória pode explorar essa situação.

Força Vitória e Vitória Sempre!