VITÓRIA VS Nacional ( Antevisão)

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Esta 6ª feira o Vitória defronta o Nacional no Estádio do Rei, em jogo a contar para a 10ª Jornada da Liga Portuguesa de Futebol.

Um mês depois os Conquistadores voltam a jogar no seu “habitat” (ainda só conquistou um triunfo no seu reduto), e pela frente terão um adversário sempre incómodo, como mostram os últimos desafios entre os 2 Clubes na Cidade – Berço (3 triunfos dos Insulares nos últimos 4 anos).

O Vitória está numa excelente senda, pois vem de 2 triunfos fora de portas, mas Pedro Martins já veio a público dizer que há muito Campeonato pela frente, e que a Equipa tem que continuar a trabalhar com a mesma intensidade, e manter os pés bem assentes na terra.

Para o jogo com a formação Madeirense, e relativamente ao duelo com o Rio Ave, o Técnico Vitoriano, deverá no máximo fazer uma alteração no 11 inicial.

No quinteto defensivo, é expectável que não surjam mexidas, pois o setor defensivo tem denotado melhorias progressivas desde o ínicio da época (a linha defensiva tem estado alinhada- coordenada), e nos últimos 180 minutos manteve as redes invioláveis. A única dúvida, é mesmo saber se Bruno Gaspar está restabelecido da lesão que o impossibilitou de continuar a jogar desde o minuto 13 em Vila do Conde? Se estiver totalmente apto, deve começar como titular, se houver alguma precaução em resguardar o lateral, então João Aurélio será a escolha natural para suprir a vaga.

Já na zona intermediária, Rafael Miranda e João Pedro (jogo enorme em Vila do Conde, com inúmeras recuperações de bola, assim como compensações – coberturas, aliando ainda forte capacidade na pressão e critério no passe) farão o habitual duplo pivô, surgindo na posição 10, a habitual incerteza de quem será o organizador de jogo?

Pedro Martins tem mantido a aposta em Paolo Hurtado (continua irregular nas suas exibições, e não tem conseguido fazer o elo de ligação ao ataque, juntando ainda muito pouco ao duplo pivô em tarefas defensivas, o que faz com que o bloco se “parta”), mas pode no jogo desta 6ª feira reservar uma novidade, com a chamada de Tozé (tem entrado bem, mostrando querer pautar jogo quando tem bola, e dando mais equílibrio e capacidade de reagir pós perda)  à Equipa. Tem a palavra o Timoneiro.

Já na frente de ataque, é garantido, que Raphinha continua sobre o lado canhoto, Marega na direita (com total liberdade para atacar zona central), e Soares como referência no ataque.

O Vitória é favorito, mas precisa de continuar uma Equipa solidária, humilde, concentrada, com uma vontade enorme em querer jogar um futebol positivo, e mostrando também a faceta de continuar a causar mossa nas redes adversárias ( os 17 golos já marcados, demonstram que os Conquistadores tem um futebol muito vocacionado para o ataque).

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O grande apoio que os Vitorianos tem tributado a Equipa vai continuar, sendo esperada uma boa casa no Dom Afonso Henriques.

O Nacional vem jogar numa toada de contra – ataque, e vai tentar enervar  o Vitória. Nas Bancadas é necessário portanto muito fervor e intensidade, empurando uma vez mais o Vitória rumo a um triunfo que lhe permitiria continuar bem posicionado na tabela classificativa (pode subir provisoriamente ao 2º posto da tabela classificativa).

 

Nacional

A Equipa orientada pelo Vimaranense e Vitoriano Manuel Machado, começou muito mal a Liga ( 5 derrotas em outras tantas rondas), mas tem denotado melhorias, pois já não perde hà 4 rondas (2 triunfos, e 2 empates, sendo o último em casa com o Sporting).

Taticamente a formação Madeirense, deve apresentar-se num “cínico” 1x4x2x3x1, jogando num bloco médio – baixo (bom duplo pivô, com o possante egípcio Ali Ghazal e o brasileiro Washington, jogador de equilíbrio nas transições defesa – ataque, ataque – defesa), e apostando nas transições (Salvador Agra sempre perigoso a atacar o espaço nas costas do lateral canhoto, e o argelino Hamzaoui muito móvel e com remate fácil de pé canhoto).

Alguns comportamentos da Equipa do Nacional:

Processo Defensivo

Em processo defensivo, a Equipa de M.Machado, demonstra debilidades, com o corredor esquerdo a ser muito explorado pelos adversários ( Ricardo Gomes deve começar de início, e baixa pouco no apoio a Sequeira, o que por aqui permite por exemplo que Gaspar ou João Aurélio deiem profundidade no lado direito).

Já no eixo da defesa, a dupla Tobias Figueiredo – Rui Correia ainda não consegue acertar na marcação ao avançado contrário (muitas vezes atacam ambos o mesmo espaço, Soares pode com isto, baralhar marcações e abrir brechas para Marega por exemplo), não tendo também o timing certo para sair e encurtar terreno ao portador contrário (encostam muito no seu guarda – redes).
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Processo Ofensivo

Coloca maioritariamente nos seus lances ofensivos, 3 homens em zona de finalização. Agra ganha bem a linha de fundo ( à atenção de Rúben Ferreira) e depois surge na área Hamzaoui, Ricardo Gomes, e também Tiago Rodrigues ( miolo estabilizou muito com a sua entrada na “linha 10”), sempre pronto a aplicar o seu forte remate.

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Bolas Paradas

Em lances ofensivos, coloca 5 jogadores na área adversária (um fora pronto para a 2ª bola). Forte incidência em atacar a bola na zona do 1º poste e a zona do penalty.

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Em lances defensivos, coloca todos os elementos na sua área, e faz uma marcação individual. Dificuldades mais evidentes na zona do 2º poste ( à atenção do Vitória portanto).

 

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