Vitória x Rio Ave – Antevisão

Exibição paupérrima do Vitória na estreia do campeonato versão 2010-2011.Em Olhão viu-se uma equipa a jogar um futebol de fraca qualidade, desgarrado, nada fluído, sem fio de jogo e sem rasgos individuais que pudessem fazer a diferença.

Foi uma exibição constrangedora e onde o Vitória em muitos momentos da partida foi claramente “encostado as cordas” pela Olhanense e onde, o empate verificado foi um mal menor.

Manuel Machado optou inicialmente por uma variante táctica assente num 1-4-2-3-1. Na Baliza, Nilson foi mais uma vez intransponível e fez intervenções que valeram o ponto conquistado pelo Vitória. A dupla de centrais constituída por Leandro Freire que foi uma agradável surpresa e que fez uma bela exibição e também Valdomiro tiveram muito trabalho, mas no entanto conseguiram principalmente por intermédio de Leandro Freire afastar o perigo que rondou muitas vezes a área Vitoriana. Ainda assim mostraram fragilidades que no futuro podem causar dissabores, mas que com a chegada de João Paulo que é um central de qualidade e experiente podem ser minimizados. Os laterais nos casos Alex e Bruno Teles foram muito pouco ofensivos e poucas vezes passaram a linha de meio campo, pois os extremos de Olhão foram uns quebra-cabeças e não permitiram muitas subidas ao ataque.

Porém a causa maior para a exibição menos conseguida foi perder a luta da zona intermediária do terreno que na antevisão do jogo na semana passada eu tinha dito que era preponderante conquistar pois permitiria ao Vitória ter o controlo do jogo. É que desde muito cedo os médios encostaram a defesa e a equipa passou por momentos muito complicados na 1-parte do encontro isto porque Flávio e principalmente João Alves que não conseguiu ser o médio de 1-fase de construção de jogo, tiveram muitas dificuldade para estancar jogo dos médios de Olhão que faziam uma pressão muito alta e mercê dessa situação o meio campo vitoriano só se limitou a trabalho defensivo o que fez com que o fosso para a linha mais avançada fosse enorme.

Depois na falta de um 10 puro Machado improvisou Faouzi, porém sem resultados práticos pois o Marroquino não é claramente um jogador talhado para assumir a batuta do jogo ofensivo Vitoriano e andou quase sempre perdido no último terço do terreno.

Os alas nunca conseguiram chegar com a bola a linha de fundo para efectuar cruzamentos para a área. Pereirinha como extremo foi uma nulidade e João Ribeiro também não teve rasgos individuais no último terço do terreno que pudessem criar perigo para a Baliza de Moretto.

Na frente Edgar esteve muito esforçado e trabalhador mas era obrigado a vir muito ao meio campo para ter bola. Ainda assim teve 3 bolas de golo mas em todas elas o avançado Brasileiro não conseguiu concretizar.

Ao intervalo Machado trocou Pereirinha por Edson Sitta passando Faouzi para extremo. O Brasileiro fez com que o Vitória tivesse mais bola e mais organização no meio campo o que veio serenar um pouco a Equipa Vitoriana. Mais tarde o ainda Júnior Tomané foi lançado pelo Professor passando o Vitória a jogar em 1-4-4-2 com 2 avançados em cunha, porém com excepção dos últimos 10 minutos e já após Custódio estar em campo é que o Vitória em 2 momentos criou perigo e até podia fazer o golo o que seria diga-se injusto pois a Olhanense foi de longe a melhor Equipa no terreno e que apesar de ter 7 caras novas no 11 inicial contra 5 do Vitória mostrou mais futebol e mais fulgor físico onde nesta situação os jogadores do Vitória mostraram ainda não aguentar os 90 minutos de uma partida.

Segue-se agora o sempre incómodo Rio Ave no D. Afonso Henriques e aí é preciso mostrar outra atitude e outro futebol de forma a se conquistar o primeiro triunfo da época. Para este Jogo penso que deveriam ser efectuadas algumas alterações comparativamente ao jogo de Olhão. No lado direito da defesa Alex mostrou mais uma vez que é um jogador totalmente diferente daquele que fez uma grande temporada em 2004-2005 onde então até foi chamado a Selecção Nacional. Está lento, sobe pouco no terreno e a nível defensivo também comete erros que não podem acontecer. No meu entender Pereirinha pode render muito mais como Lateral e não como extremo e acho que deveria ser já opção para o lado direito da defesa no Jogo com o Rio Ave. No eixo da defesa e após as declarações de Valdomiro, parece evidente que o central Brasileiro não terá muitas condições para continuar a jogar com a camisola do Vitória. Estando ainda o João Paulo á procura da melhor condição física, a opção para fazer dupla com Freire será seguramente o Internacional Cabo-Verdiano Ricardo um dos reforços contratados para esta época.

No meio campo e jogando em casa acho pertinente a equipa contar com um médio defensivo que não se limite apenas a destruir jogo da equipa adversária e que comece a construir também jogo ofensivo. Nesse contexto penso que a opção passaria pelo Custódio em troca do Flávio que vai falhar o jogo com o Rio Ave por lesão.

No meio campo e jogando em casa acho pertinente a equipa contar com um médio defensivo que não se limite apenas a destruir jogo da equipa adversária e que comece a construir também jogo ofensivo. Nesse contexto penso que a opção passaria pelo Custódio em troca do Flávio que vai falhar o jogo com o Rio Ave por lesão.

Adversário – Rio Ave

A Equipa Vila-condense não começou bem o Campeonato pois foi derrotada nos “Arcos” pelo Nacional.

Segundo as crónicas que visualizei na Imprensa foi uma derrota injusta pois o Rio Ave foi de longe a melhor Equipa.

Carlos Brito tem como sistema táctico predilecto o 1-4-3-3 e as suas Equipas mostram quase sempre grande identidade e princípios de jogo bem definidos.

Seguramente a Equipa Vila-condense irá jogar em Guimarães numa toada de contra ataque e apostar no erro do Vitória e também tentar enervar ao máximo os jogadores e Adeptos Vitorianos.

Os pontos mais fortes do Rio Ave parecem ser no meu entendimento o meio campo onde conta com jogadores de indiscutível qualidade. Como Pivô mais defensivo Bruno China de regresso ao futebol português é um jogador muito aguerrido e de muito “pulmão”. Depois contam com Vítor Gomes que é um Número 10 com grande qualidade técnica e com remate fácil. O Jogo Vila-condense passa sempre por ele. Ainda a completar a linha Média e não podendo ainda contar com o Ex-Vitória Fábio Felício que está lesionado a escolha deverá recair em Tarantini um jogador muito trabalhador, em Braga um jogador mais tecnicista e mais Ofensivo ou então em Mendes um Jovem Médio bastante talentoso.

Na frente de Ataque muita atenção a Bruno Gama que é um extremo de grande recorte técnico e capaz de desequilibrar a qualquer momento no último terço do terreno. Também Saulo é um extremo muito veloz e nas transições pode criar muito perigo nos corredores laterais.

Depois contam como referência de Área o ainda Goleador João Tomás que aos 34 Anos ainda marca muitos golos e é sempre letal quando tem uma nesga de espaço na área. No Banco existem ainda boas opções ofensivas como são o Cícero, Yazalde ou o Sidney.

Os pontos mais vulneráveis da Equipa de Carlos Brito são na Defesa. O Guarda Redes Mário Felgueiras tem dificuldades nas saídas aos cruzamentos e é pouco seguro. O Central Gaspar ainda tem bom sentido posicional, mas na velocidade sente muitas dificuldades e bolas colocadas nas suas costas assim como nas dos laterais José Gomes e Milhazes que são bastante lentos e que podem muito bem ser aproveitadas pelos homens da linha da frente do Vitória. É muito importante que o Vitória faça uma boa circulação de bola, e uma pressão alta não deixando a o Rio Ave sair com a bola controlada e tentando também dessa forma marcar os ritmos da partida. O Jogo da Equipa Vitoriana deve consistir mais nas Alas onde é importante ir a linha fazer cruzamentos para a área, pois pode estar aí a base para levar de vencida a Equipa Vila-Condense.

No 1º Jogo da Época em casa é fulcral a Equipa sentir o carinho e o apoio constante dos Sócios, principalmente em alguns momentos menos bons que possam acontecer na Partida.”Força Vitória”.

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